quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Só quem lê de perto, lê a lágrima do escritor.

    

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    Eu não posso ficar quieta enquanto meu coração está gritando. Eu não posso disfarçar se o meu olhar está perdido em vontade e memórias. Eu não posso negar minhas lembranças, embora sejam de um passado muito, muito distante e triste. Hoje não é um dia comum, é o seu dia. É um dia que costumávamos comemorar, em que eu era quem ganhava presentes ao poder te ver sorrir e ver seus olhos próximos aos meus. Hoje tudo isso se perdeu, não sei onde você está ou com quem está, e não desejo saber nada disso. Desejo honrar minhas memórias através desse texto, desejo eternizar em palavras o que sinto hoje. Um vazio cheio de lembranças.
    Por que minha memória é tão ruim para gravar fórmular matemáticas e tão boa para lembrar de datas, gestos e promessas? Enfim, não é esse o intuito do texto. Alguém que nos conheceu lerá isso? Se sim, saberá do que falo, mas por favor leitor (a), não me julgue. É melhor a humildade de assumir que nos recordamos de certas pessoas e ter liberdade de sentir o que realmente sentimos, do que viver mantendo como prisioneiros em nossos corações tudo o que precisa sair para que possamos seguir em frente. Escrevo para aliviar. Escrevo por quê não posso falar. Escrevo até por quê sei que você não vai ler. Acho entediante viver tentando negar o que sentimos, e para agitar a minha vida da forma mais monótona que só os escritores entendem, escrevo só para te falar...
...Parabéns.

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