sábado, 5 de novembro de 2011

Milhões de frases sem nenhuma cor.

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Minha cabeça anda tão bagunçada, que é como se fosse um guarda roupas, onde as idéias são como vestidos fora de seus cabides, e os sentimentos são as calças desdobradas. Não consigo botar nada em ordem, não sei o que fazer. E no meio de tanta confusão, na hora em que preciso tomar decisões e vestir a roupa da certeza, nunca encontro o que preciso. Na verdade, nem ao menos sei se o que preciso está lá, ou aqui. Sem encontrar roupas que me vistam e idéias que me sirvam como luvas, fico nua, vulnerável, a mercê do que vem pela frente, dos ventos fortes e calores intensos, que me pegam desprevinida e  agridem meu corpo e minha alma da forma mais cruel possível. Uma guerreira sem armaduras, um passáro sem asas, alguém que precisa correr, mas perdeu o controle das penas. Pra onde elas estão me levando? O que eu estou me tornando? Por favor Kafka, me explique, a esperança continua não sendo para nós? Eu me sinto inconformada com esse lado do espelho... O que teria do outro lado para nós? Não acredito nas verdades inventadas que me contam, e caso sejam  verdades "verdadeiras", bom, não acreditarei do mesmo jeito. Continuo a me encontrar sem roupas, me visto de cabides, idéias penduradas, idéias caindo, idéias se misturando. Eu estou enlouquecendo, ou sou a única normal?

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