Eu te amo sim, e como.
Não é porque tive que separar as nossas vidas que eu deixei de sentir por você o que senti desde a primeira vez que nossos lábios se tocaram.
Nosso tempo juntos foi curto, admito, mas foi intenso. Eu sei que você também sentia isso, dava pra ver nos seus olhos, dava pra sentir no seu corpo, pelo jeito como suas mãos me acariciavam, cada movimento nosso enquanto estávamos juntos eram movimentos mostrando que o que rolava entre a gente era o que chamam de amor nos filmes e livros.
E eu tava feliz do seu lado, tava bom, tava gostoso, fazia tempo que eu não gostava de ninguém, e fazia tempo que você não se entregava também, nós abalamos nossas estruturas, nos deixamos sem chão, começamos a voar, e isso foi o que nos fez mau.
As coisas dão certo quando 1+1=2, e nós já estávamos tão dependentes um do outro que em todos os cálculos possíveis nós sempre resultávamos em 1. Um ponto de vista, um jeito de falar, um jeito de brigar, um jeito de fazer amor... Nosso jeito estava em tudo, e eu fui percebendo que eu precisava de outros jeitos, e que o amor que eu sentia por você estava sufocando.
Sempre fui contra suicídios, e para não matar o que nós tinhamos de melhor, eu resolvi te deixar, me deixar, deixar tudo pra trás, começar do zero. Outro número. Mas que zero é esse que eu comecei, se tudo me faz pensar em você? Que recomeço absurdo que não esquece o final. Digamos assim então, comecei do 3.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Expresse sua opinião com respeito e educação. Aceito críticas e sugestões.