
Nada estava para acontecer, o início de tudo foi um desamarro de antigos nós. O laço que prendia minha blusa no pescoço soltou, normal. Como em diversas outras vezes quando meus laços soltam e botões abrem, eu pedi delicadamente e sem pretensões,' Ai meu lacinho soltou, amarra pra mim?', e ele foi amarrar. Puxei todo meu cabelo para cima para que ele pudesse ver meu pescoço e blusa, mas ele deve ter visto algo mais, porque não amarrou meu laço, pelo contrário, jogou as duas fitas da blusa para frente, e começou a beijar minhas costas com aqueles lábios tão quentes e sua barba que me arranha e me deixa louca... Fiquei desermada. Eu tentei dizer, 'Não faz isso não, imagina se sua mãe entra no quarto?', mas as coisas que deveriam ser ditas através de palavras negavam-se a sair da minha boca, outras frases e formas de comunicação foram criadas pelas minhas mãos e olhares, dizendo coisas que eu não entendia direito, e talvez ele também não entendesse, mas seus olhos e mãos sim, e isso foi o suficiente.
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