
Madrugada, depois de chegar da balada. O lenço demaquilante remove o rímel, o blush, o batom, e deixa à mostra minhas espinhas e cravos. Tiro o salto alto, o vestido, o sutiã de renda, coloco meu pijama largo, escovo os dentes e me jogo na cama.
Nessas horas sempre faz falta.
Faz falta ter alguém só nosso no fim da noite, alguém pra deitar ao nosso lado na cama ou que nos leve até em casa; Alguém que queira estar com a gente, que segure na nossa mão como quem segura a coisa mais preciosa do mundo e que faz cada beijo ter o calor do primeiro.
Faz falta alguém que saiba coisas além do nosso nome, que pegue nosso número de telefone com intenção de ligar sempre e que não dirá que vai no banheiro e já volta, e não volta mais.
Faz falta alguém que dê carinho, que não esteja desesperado para passar a mão por todo o nosso corpo, alguém que saiba que terá todo o tempo do mundo para descobrir cada parte, onde sente cócegas e onde sente arrepios; alguém que nos conhecerá de fato, e que mesmo sabendo de todos os defeitos e qualidades, ainda nos amará.
Faz falta, mas está em falta. Quem hoje em dia está disposto a ser de verdade? A sentir e ser honesto? Desconheço. Talvez essa pessoa da qual tanto sinto falta seja apenas obra da minha imaginação, talvez eu vá passar o resto da vida indo dormir depois de festas sentindo falta de alguém que nunca aparecerá.
Eu sinto falta, e uma falta imensa, de alguém que nem ao menos existe.
P.S.: A foto pode não estar combinando muito com o texto, mas foi ela quem me fez pensar nisso, assim que a vi pensei em quanto faz falta todas essas coisas.
Faz falta, eh se faz... aquele abraço que te prende na cama, como se te protegesse pra que não saisse de lá, oh falta que faz! Aquela respiração quente no pé do ouvido...
ResponderExcluir