sábado, 7 de setembro de 2013

   Eu precisava de paz. De um lugar para onde ir, de alguém por quem ficar. Eu precisava da coisa que todo mundo mais precisa nessa vida, mesmo que não queira... Eu precisava de amor romântico.
   Sempre fui do time das apaixonadas, mas os acontecimentos dos últimos anos me transformaram na maior porra loca da cidade, e todo (a) porra loca sabe que nasceu pra morrer sozinho (a). Eu tinha aceitado isso, é um preço justo a se pagar para ter menos cicatrizes, concordam? Mas sempre chega uma hora em que você tem que sair da sua zona de conforto.
    Eu sai por ele. Sai pelo meu melhor amigo desde o colegial, pelo meu colega de trabalho, eu sai por um cara que me dava bom dia com as sobrancelhas. Quando eu fui ver todo o meu legado de porra loca estava sendo deixado para trás, trocado por sextas, sábados e domingos em casa vendo filmes, conversando besteiras, beijando... Estou exposta de novo a todos os riscos que eu já conheço.
Dá medo. Dá um medo do caramba. Tem horas que eu gostaria de pegar um trem e fugir logo antes de ver tudo desmoronar, mas não faço isso por dois motivos:

1º: Não tem trem na minha cidade.
2º: eu o amo.

    Tenho todo esse meu medo e angústia e band aids na alma, mas ai eu vejo aquele sorriso, aqueles olhos, aquele rapaz e eu tenho coragem de sentir medo. Ter medo do medo foi a minha maior covardia dos últimos tempos, e ele me fez ter força para enfrentar isso. Se o medo vai passar ou se vou aprender a conviver com ele eu não sei, mas sei que fazem três meses que eu estou feliz por tentar ser feliz com alguém de novo. 

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