sábado, 22 de junho de 2024

A VIAGEM DE PRISCILA

Era uma vez uma linda camponesa de longos cabelos loiros, seu nome era Priscila. Ela vivia em um adorável vilarejo, a beira de um imenso lago, num reino mágico com bruxas, fadas e dragões. Sempre que Priscila olhava para as montanhas ao redor do vilarejo, sentia que havia nascido para ir além delas. Ficava por horas deitada pelas campinas verdejantes imaginando como seriam os rios, vales, mares, montanhas e aventuras que estariam lhe esperando para além do que seus olhos podiam ver. Pergando toda a coragem que tinha e contando com o encorajamento de seus pais - que sempre souberam que ela merecia experiementar as aventuras qua tanto ansiava - ela partiu rumo ao desconhecido com uma mochila nas costas e muitos sonhos no coração. Ela sempre foi muito astuta, e mesmo quando apareceram perigos no caminho - lobos, bruxas, gnomos salteadores e duendes travessos - ela superou todos, com coragem e desenvoltura, saindo mais confiante a cada um deles e pronta para os demais desafios que viriam a seguir (e vieram muitos!) Numa determinada parte do caminho, a linda camponesa encontrou um lindo príncipe chamado Daniel, mas ele nao estava em um cavalo branco nem duelando com dragões. Ele era um daqueles príncipes gente boa que só quer ser feliz para sempre, e ele decidiu que com Priscila isso seria possível. Sendo assim, afirmou que não a deixaria mais vagar sozinha, não por ela ter medo ou precisar de ajuda, mas porque o coração dos dois atraiam-se mutuamente como um imã, e não puderam mais se separar. E agora que estava com um príncipe ela havia se tornado oficialmente princesa, mas não daquelas que fica em uma torre esperando ser salva por alguém, mas daquelas que salvam a si mesma e escrever seus próprios finais felizes. A partir desse encontro uma nova etapa na viagem de Priscila começou, dessa vez com alguém para sorrir e chorar com ela ao longo do caminho. Houve um belo dia em que uma enorme cegonha passou por eles e deixou cair de seu bico duas adoráveis menininhas: Elena e Scarlett; e agora eles tinham mais duas companheiras para viver todas as aventuras com as quais Priscila tanto sonhava. Numa tarde ensolarada, muitos anos depois de ter iniciado sua viagem, enquanto estavam deitados todos juntos na sombra de uma frondosa árvore, Priscicla se deu conta de que já havia alcançado seu objetivo principal, que era passar das montanhas (quando isso aconteceu ela não sabe) e começou a lembrar do quanto havia sido feliz durante todos aqueles anos, mesmo quando chorou (pois a tristeza faz com que os momentos bons sejam ainda mais valiosos). E apesar de sentir muita saudade dos seus pais que haviam ficado no vilarejo, ela sabia que não teria vivido nenhuma daquelas aventuras incríveis se tivesse se acomodado a uma vida que não lhe agradava. E ela mal podia esperar pelas aventuras que ainda iriam viver. E então ali, naquele momento tão sublime, ela percebeu que a melhor parte da viagem - a parte que realmente trazia alegria - não era o destino final, era o caminho.

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